terça-feira, 21 de agosto de 2012


Quando vi essa imagem de um post no Facebook, fui remetida a infância.
Aqui em casa havia um quintal enorme, todo cheio de árvores, de terra batida. Na época ainda não estava difundido o uso de descartáveis e as embalagens de muitos produtos eram de vidro.
Não sei quantas pessoas já tiveram essa experiência, mas para mim era como encontrar um tesouro, quando eu achava um desses vidrinhos, com plantinhas dentro. É que alguns deles, às vezes, ficavam jogados no quintal, com um pouquinho de terra dentro, e logo pequenas plantas cresciam ali. Por ser criança, eu viajava, imaginava um pequeno mundo dentro daquele "ecossistema". Imaginava um ser minúsculo que fosse capaz de habitá-lo. Imaginava até que eu fosse esse ser. Algo bem semelhante ao que está nessa imagem.
Seria mágico!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Amar X Simplicidade


     As mais belas experiências da vida se eternizam pela simplicidade que as permeiam.
     Amar é simples!
     Basta abrir o coração e aceitar o outro como ele é, sem julgamentos, sem cobranças, sem expectativas... Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure, já dizia Vinícius de Moraes.
     Entretanto, estamos sempre esperando algo do outro.
     Uma psicóloga, sexóloga e terapeuta; disse num programa de domingo algo sobre as cinco situações onde as pessoas costumam se sentir amadas: quando são elogiadas, quando o outro está presente fisicamente (vendo tv juntos, por exemplo), quando o outro participa da sua vida efetivamente (em decisões, etc),quando são presenteadas e ou quando o outro executa tarefa, serviços (tomar conta dos filhos, etc).
     Notemos que em todas elas nós estamos na espera de algo vindo do outro. Será que é aí que reside a "grande falha" no processo de AMAR (AMAR no sentido amplo, não só no relacionamento afetivo homem/mulher)? Por que tem que haver troca? Por que tem que haver algo a receber? Podemos chamar "AMORES" assim de AMOR INCONDICIONAL?
     Certo mesmo seria refletir sobre as verdades que nos são passadas. O AMOR anda muito deturpado!

domingo, 8 de maio de 2011

Pra você - Paula Fernandes

Eu quero ser pra você
A alegria de uma chegada
Clarão trazendo o dia
Iluminando a sacada
Eu quero ser pra você
A confiança, o que te faz
Te faz sonhar todo dia
Sabendo que pode mais
Eu quero ser ao teu lado
Encontro inesperado
O arrepio de um beijo bom
Eu quero ser sua paz a melodia capaz
De fazer você dançar
Eu quero ser pra você
A lua iluminando o sol
Quero acordar todo dia
Pra te fazer todo o meu amor
Eu quero ser pra você
Braços abertos a te envolver
E a cada novo sorriso teu
Serei feliz por amar você
Se eu vivo pra você
Se eu canto pra você
Pra você


Faço minhas as palavras delas!! Pra você!! Eternamente!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Estrela




Trechinho de uma música, que dita na hora certa, tem um significado enorme.

"Peço pra uma estrela pra te convencer,enfim... que eu não sou ninguém sem você e não há você sem mim!!"

Ainda mais seguido de um Eu Te Amo...

sábado, 4 de setembro de 2010

Topo

Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore. (Machado de Assis)



Não sei se é realmente do Machado de Assis, mas achei super atual.
Quantas milhares de maçãs podres espalhadas! Pena que hoje em dias os homens estão cada vez mais medrosos e preferindo ficar com essas mesmo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Não basta ter dom, é preciso suar.

Essa foi a teoria defendida quando ousei dizer que: “o que diferencia os grandes artistas dos demais é o dom”.
Tudo bem! Vamos acreditar que é necessário realmente haver estudo de técnicas, métodos, regras; mas até onde o artista pode chegar se, conhecer tudo isso e não tiver o dom?
Na atualidade é fácil vermos “pseudo artistas” que são reverenciados nas artes plásticas (e nas demais). Porém, quem pode dizer quais deles irão ser lembrados através dos séculos?
Talvez tenham se esmerado no estudo árduo. Entretanto, prefiro acreditar que a verdadeira arte é aquela que toca e encanta a alma. É aquela que consolida a conversa entre a alma do artista e do apreciador de sua obra. E para estabelecer esta ponte é preciso muito mais do que suor.


[parêntese no post]
Tentando pensar nesse post me veio outra questão, bem pertinente: a “pobreza” do nosso vocabulário. Esse “nosso” que digo é do ser humano em geral. Algum dia você já se pegou sentindo ou pensando algo que não conseguiu expressar exatamente, pois (por mais que seu vocabulário seja extenso) não houve palavra que desse “conta do recado”?
Já me senti assim algumas vezes. Sei que não possuo o mais rico repertório de palavras, mas acredito que esse fato ocorra até com os mais letrados.
Qual a ligação deste parêntese com o post?
Não consigo encontrar a palavra que designaria o que um artista nato tem de diferente dos demais.

[voltando ao post]
Para que a ponte entre as almas se estabeleça, é necessário ao artista, além de domínio total da técnica, um pouquinho a mais do poder de Deus. No sentido de “criar” (e retratar) o que vai emocionar os demais. E aí, só o suor não basta, pelo menos não no meu entendimento.


[novo parêntese]
O parêntese anterior veio justamente por causa dessa segunda parte do post. A palavra criar significa dar existência (vida), dar origem a, formar. Para uma pessoa que acredita em Deus (como eu), esse poder seria único e exclusivo Dele. Só Ele poderia fazer surgir a partir do nada. E os artistas, por mais talentosos que sejam, não criam (no sentido literal da palavra). Monaliza não foi criada do nada, as quatro estações também não. Isso só para citar alguns exemplos. Tudo partiu do conhecimento prévio dos criadores dessas obras, da vivência, da visão de mundo, de um modelo, enfim, de um conjunto de coisas que não são “o nada”.
Mas aí, qual seria a palavra para explicar o diferencial dos grandes artistas?





Trechos extraídos da entrevista de Ferreira Gullar a Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano5|nº 59|Agosto 2010 – Feita por Vivi Fernandes de Lima e Rodrigo Elias.
Ferreira Gullar (Escritor, ensaísta, tradutor, dramaturgo, crítico de arte, autor do Manifesto Neoconcreto – 1959; nascido em São Luís do Maranhão em 1930)

“... Poesia é uma coisa que as circunstâncias determinam. Eu não posso decidir escrever um poema hoje a tarde. Não vai acontecer. O poema pelo menos no meu caso, nasce de um espanto, de uma descoberta inesperada. Às vezes, fico um ano inteiro sem escrever sequer um poema. Então preciso dar tempo ao tempo...” – Ferreira Gullar.

“Atualmente temos a chamada arte contemporânea ou conceitual. Na minha opinião, é uma coisa que pouco tem a ver com arte. – R H Por quê? – É só ver. Você acha que uma exposição que nos mostra larvas de mosca é arte? Pode até ser muito interessante, mas não tem nada a ver com arte... É uma besteirada. Mas não se pode dizer isso. Eu sou o único crítico que diz essas coisas. Todo mundo fica com medo de parecer retrógrado. Todo mundo é avançado, moderno. Eu estou cagando para a modernidade.” – Ferreira Gullar.

“... Arte é expressão, mas nem toda expressão é arte. Se eu pegar essa folha de papel e amassar, estarei me expressando. Um quadro em branco, sem nada, não é uma expressão? É. Se eu fizer um traço preto, é outra expressão. Arte não é isso. Não é feita nem pela natureza, nem pelo acaso. Arte é uma coisa do ser humano. A arte existe porque a vida não basta,a vida é pouca. E a arte nos traz coisas belas, fascinantes, atordoantes, maravilhosas. É para isso que existe. Não serve para mostrar larva de mosca.” – Ferreira Gullar.

“... A arte é feita para mudar a realidade” – Ferreira Gullar.

“... Nem todos são realmente destituídos de sentido. Na verdade, acho que os artistas estão naturalmente começando a se tocar e ver que o que estão fazendo não adianta nada. Daqui a pouco o cara tem 70 anos e só tem as fotos das exposições que ele fez, mais nada. Não existe obra porque ele expôs um troço que na semana seguinte foi desfeito.” – Ferreira Gullar.

Quanto a crítica de arte “... Nós estamos na época da civilização midiática. O que conta é a televisão, o popstar, essas coisas. É uma banalização de tudo. Em função disso, a arte e a poesia foram colocadas em segundo plano. Isso é uma bobagem, um desserviço à cultura prestado pela i mprensa.” – Ferreira Gullar

quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Adoro quando os raios de Sol marcam sua presença nas fotos.


Rosa do canteiro da minha falecida avó. Ela adorava que eu fotografasse as roseiras em flor.


Eliane = Ooooooi! Quanto tempo?! Eu sempre tive vontade de fotografar um lugar que tem aqui perto de casa, onde eu dei aulas (Antonio Rocha). É uma área rural, ficava sempre umas teias de aranha nas cercas dos pastos, cobertas de orvalho... Cada uma mais linda que a outra. Mas nessa época eu não tinha a máquina. Agora tenho, só que parei de dar aulas. Quem sabe um dia vou lá. Tenho que aproveitar enquanto ainda está no inverno. Bjos!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fotos!


Adoro borboletas!!


Detalhe no pernilongo na pétala da rosa... Fala sério!!


Gosto de caminhos, gosto de árvores!!


Gosto de caminhos, gosto de árvores!!

Obs.: Deveria ser normal. Talvez em algum lugar seja. Mas pra mim, foi super constrangedor tirar essas fotos no meio da rua. Fiquei toda sem graça. Um dia eu perco a vergonha!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Solidão.





Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar.. Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

Francisco Buarque de Holanda


Não sei se o texto acima é de autoria do Chico Buarque realmente. O fato é que se trata de uma verdade.
Entre outros "males da alma", esse (eu acho) é mais um dos que me atinge. Solidão!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Estranho.




Você já se sentiu estranho(a)?!
Com vontade de mudar várias coisas, mas sem ânimo pra mover uma palha.
Não reconhecendo essa nova pessoa que você passou a ser em algum momento da sua vida, que nem ao menos sabe quando foi.
Estava montando uma homenagem ao meu pai, em power point, e na busca de imagens acabei fazendo um "flash back". Me deparei com uma Dri que fui, e que não consigo mais ser (por mais que algumas vezes me dê saudades).
Sei que todos nós mudamos com o tempo, amadurecemos, nos tornamos adultos com responsabilidades, deveres. Não estou querendo reverter esse fato inevitável. Só fico triste por ter notado que esse processo me fez tão mal. Me deixou tão apagada, sem vida, sem esperanças, com um olhar tão negativo pras coisas do mundo...
Sinto falta daquela vontade de ver coisas bonitas, de sorrir, de brincar com os filhos, de caminhar, de viver!!
Ando me sentindo muito estranha! E me causa estranheza esse meu estado de espírito. Mais estranheza ainda por não me mover para modificá-lo; ainda mais quando as ideias para tal não param de pipocar na minha cabeça.
É como se estivesse amarrada...
Por que estou assim?! Não sei!
Quero meu eu de volta!! Só que não faço nada para conseguir!! O que está acontecendo comigo?!
Faltam forças para lutar, faltam esperanças de que vá dar certo, sobra medo de tentar, incredulidade diante da batalha (que aos meus olhos parece perdida)...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Redes Sociais



Estar na moda na Internet não é uma tarefa fácil.
Ter perfis espalhados no Orkut, Facebook, Twitter, nem sempre significa ser popular.
Existem pessoas "famosas" por terem se especializado nesses veículos de relacionamento. Um exemplo "conhecido" é a Tessália do BBB10. Conhecido entre aspas, pois nem todos os brasileiros tomaram conhecimento da passagem da moça pelo programa... Nem sequer da existência do programa.
É... Pasmem!! Existem pessoas que sobrevivem tranquilamente sem o apelo da era digital.
Em contrapartida, há uma outra parcela, a dos "antenados" (ainda se usa esse termo?) que faz de tudo pra estar no topo das listas de mais acessados.
Talvez queiram vivenciar a "profecia" de Andy Warhol (artista multimídia que revolucionou a Pop Art por volta dos anos 60) que dizia: In the future everyone will be famous for fifteen minutes (No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos).
Lógico que é muito bom poder encontrar, através das redes sociais, amigos de infância, conhecidos antigos, parentes que moram em outros estados, cidades, países... Mas o fato é que muitos acabam estrapolando na exposição feita de si mesmos nessas redes sociais. Não vou descambar pelo caminho do "puritanismo", do falso moralismo, mas o fato é que me preocupa um pouco imaginar o que se passa na cabeça de uma pessoa que se expõe em uma rede social, pra quem quiser ver, como fizeram as moças no #lingerieday
Talvez eu esteja ficando velha... E com certeza seria isso que iriam dizer algumas dessas moças, caso acessassem esse blog (o que com certeza não vai acontecer). Muito provavelmente diriam (pensariam): "é velha, gorda, não tem como ficar de lingerie na Internet, por isso está falando mal!"
Não se trata nem de estar falando mal. É só a pulguinha atrás da orelha e a perguntinha que fica:"Se agora está assim... Imagina daqui 15, 20 anos...?!"
Assustador!!
E como disse um amigo meu: "Qual a moral da coisa?" Será que tem alguma outra razão de ser, que não o puro exibicionismo?

Obs.: Este post é uma "réplica" (no sentido figurado, pois acredito que não há réplica ao que apoiamos) ao post de um amigo querido. Pena que não possa divulgar o blog dele aqui.
Segredo... é SEGREDO!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Saudade.




Onde vai parar a essência que habita o corpo em determinadas situações?
Existem doenças que "roubam" o ser.
Como disse um amigo meu:"a pessoa está, e não está, entre nós".
O corpo está ali, presente.
Depauperado, mas presente!
E a "alma"?
Se é a alma que anima (dá vida) ao ser humano; como explicar uma sobrevivência que (aparentemente) está isenta desta?
São mistérios para os quais não existe uma resposta concreta. Algumas religiões podem tentar explicar, porém acabam ficando no campo do "achismo".
A única coisa que nos resta, creio eu, é pedir a Deus que ampare, conforte e dê forças para todos aqueles que vivenciam tais situações.


Escrevi esse texto poucos dias antes da morte do meu pai.
Ele estava com uma doença rara, parecida com Alzheimer, que foi aos poucos roubando meu pai de nós.
Por fim, ele já não falava mais, não andava... Tinha só um olhar vazio, perdido, como quem quisesse nos dizer algo que não tivesse mais como.

Espero que Deus esteja agora amparando a alma dele, que sofreu tanto em seus dias finais na Terra.
Pai... Sentirei saudades!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vários "mundos" dentro do Mundo. Vários "mundos" dentro de mim.




Mulher de fases!! Gritava o vocalista daquela banda.
Mulher de fases bem distintas, marcadas, delimitadas... (nem tanto)
Já fui menina num tempo onde podíamos circular pelas ruas. Corpo seminu, correndo livre ao sabor dos ventos, até os sete, oito anos de idade.
Depois já não podia mais...
"É feio menina 'pelada' na rua! Você está uma mocinha!"
Mocinha?! O que significa isso?
Demorou para que eu entendesse essa mudança de fase.
Por que não pode "menina moça" brincar de boneca? Como saber o momento de parar? Se a única coisa que acontece é que deixamos de lado aquelas bonecas inanimadas, para logo brincarmos com as que choram.
Vieram as mudanças no corpo... ("acho que agora sou mocinha); em alguns anos o namorado. Amor de primeira viagem...
Deveria ser proibido se apaixonar aos 16 anos!
A menina ainda estava lá dentro, mas os desejos eram de mulher.
Começou aí a fase dos sonhos: sonhar que vai ser "para sempre", sonhar que vai dar tudo certo, sonhar que é possível consertar o mundo (todo mundo!)...
A realidade é dura! Tudo que é bom, um dia acaba!
Talvez porque alguém teime em nos acordar e fazer parar os sonhos. E até ver que muitos deles eram quase pesadelos.
Ou será que o pesadelo começou nesse "despertar"?
Queria levantar numa manhã de primavera, com o dia sorrindo pra mim, um clima agradável, o sol aquecendo o que restou do inverno, com uma voz suave a me dizer: "Acorda menina, vem viver, retoma as rédeas da sua vida, o pesadelo acabou!"


Recebi esse texto no comentário do post anterior, e me inspirei pra escrever o texto acima.
Recomeçar
Não importa onde você parou …
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo…
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você que chegar?
Ir alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor…
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos…
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos ….
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade


Tenho tanto medo, taaaaaaaaanto medo de recomeçar

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Conversa de criança...




- Didãna (é como minha sobrinha me chama, isso quando não chama de mãe)... Por que você não namora mais o "fulano"?
- Porque não... A gente terminou, já te falei.
- Mas você tem que ter um marido. Todo mundo tem marido.
- É?!
- É... Você não quer ter marido?
(risos)
- Querer eu quero... Mas...
- Então... Você tem que comprar um marido pra você.
(muitos risos)

Obs. Minha sobrinha tem 3 e 10 meses. Olha com o que essa criaturinha vai se preocupar. *Risos!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O tempo passou e me formei em solidão




"Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre… Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia: – Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. .A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas... Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!" (Texto de José Antônio Oliveira de Resende - Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei/MG)

Perfeito!!! Maravilhoso!! Parecia que eu estava de volta ao passado, enquanto lia esse texto!!
Obs.: Encontrei numa "zapeada" pelo blog da Jady

Offline



- Você é sempre séria assim?
- (sorriso) Na maioria das vezes, sou!
- Que pena! Seu sorriso é tão bonito. Deveria sorrir mais... Sua filha é mais sorridente, não puxou a mãe então?!
- Não, não mesmo!! Puxou totalmente ao pai. É muito parecida com ele.
- Ela é muito maneira!!
risos...

Talvez seja por isso que as pessoas estejam tão offline para mim. Porque na verdade, eu é quem estou para elas.
Meu semblante espelha o que se passa em meu interior. Não por escolha própria... Mas por essa maldita mania de me fechar, focar nos meus "problemas", e não conseguir deixar de transparecer tudo isso em minha fisionomia.
Na vida real, prefiro ficar calada, quieta no meu canto... Afinal, quem quer conversar com alguém que só sabe reclamar?! Ninguém!! Nem os raros amigos virtuais têm paciência pra tanta lamentação. E vão um por um, ficando: OFFLINE!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lindo!



Que bom seria se a maioria dos homens fossem tão cavalheiros, românticos, gentis!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Timidez



Li em um livro de Português que a timidez pode muito bem ser a dificuldade que temos de assumir os riscos que implicam as decisões.
Toda decisão vem acrescida de riscos, que podem ser benéficos ou não. De qualquer forma, realmente, é muito mais fácil se refugiar na timidez, do que ter que ouvir um não. Ou correr qualquer outro risco que sua "extroversão" possa causar.




Brasil X Coreia do Norte
O que eu entendo de futebol? Nada!
Mas eu entendo (um pouco) de emoção, vibração, entusiasmo... E nesse quesito vou ter que dizer que o jogo do Brasil contra Coreia do Norte foi bem "marrô" (marrômenos).
Tudo bem que vencemos a partida; porém, na minha santa ignorância futebolística, acredito que o placar (a nosso favor) poderia ser mais favorável.
Nosso time parecia congelado em campo.
Primeiro tempo foi uma "água morna" tão grande, que nem acréscimo o juiz deu. Também... Acréscimo pra quê?! Não aconteceu nada!!
O segundo tempo, graças aos gols, vou dizer que melhorou um pouquinho... Beeeem pouquinho.

Tomara que no domingo a seleção encarne o verdadeiro espírito brasileiro em campo!
Afinal, nós torcedoras de Copa (na sua maioria), gostamos mesmo é do espetáculo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um "teste"




Resultado:
Você é espontâneo (a) e ama beijos e afeto das pessoas amadas - Verdade.
Você tem muito amor e amizades em sua vida - Não muito.
Você terá um forte relacionamento amoroso que não irá durar bastante, mas memórias irão durar para sempre - Infelizmente, é verdade, e foi "recente".
Sua vida tomará um rumo diferente, irá parecer difícil no momento mas será o melhor para você e você será grato pela mudança - Só queria saber quando vou notar essa melhora... Está demorando demais.
Esse é o número de amigos próximos que você tem em sua vida - Mentira.
Você é uma pessoa despreocupada e meio preguiçosa - Verdade.
Você é espontâneo (a) e gosta de agradar aos outros - Verdade.

terça-feira, 8 de junho de 2010

"Acaso"




Quanto tempo?!
Talvez uns oito anos, ou mais...
Nunca mais tivemos contato. Alguns "encontros casuais" de transeuntes residentes da mesma cidade. Nada mais...
De repente!!
- Oi, tudo bom?
- Tudo - pausa "dramática" (por dentro: o que essa criatura está fazendo aqui?)
- Adriana, quem assina para receber livros? O fulano ainda está aí?
- Não sei, acho que já foi.
E ela sai para procurar o fulano, deixando a criatura lá, parada...
- Você mesma não pode assinar?
(Pausa reflexiva)
- Posso... Onde assino? - olhando a folha (por dentro: procurando um ponto de equilíbrio, tentando entender o que se passava.)
- É só assinar, não tem nada aí não. São duas caixas, de livros...
- Ah sim.
- Está triste?
- Não... (por dentro: não ESTOU triste, eu SOU triste desde o maldito dia em que te conheci.)
- Coloca também o número do RG ou da matrícula
(Procuro, procuro na bolsa que parecia muito maior do que realmente é, como se eu pudesse entrar e sumir dentro dela.)
- Pode ser o RG mesmo? (por dentro: nem sei se consigo lembrar o número de matrícula, não consigo achar na bolsa...)
- Pode.
(Pausa reflexiva novamente... Que dia é hoje? Onde estou? Quem sou?)
- Hoje são... - sentindo o chão sumir sob meus pés.
- Dia dois.
- Obrigada...
- Coloca um carimbo da escola, por favor.
- Ok. - encaminhando para a secretaria, sem rumo...
(por dentro: a caixa de carimbo parece ter mais carimbos do que de fato tem... queria que fosse maior para que pudesse sumir dentro dela, já que não consegui sumir na bolsa.)
- Pronto. Só isso mesmo?
- É! Obrigado! Bom feriado pra vocês!
- Igualmente...

Os piores três minutos da minha vida recente.
Encontrar o passado não é nada fácil.
Principalmente quando você o considera o motivo do seu infortúnio presente!